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Aprendizado escolar e o reflexo da ideologia em sala de aula

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Aumentam os ataques a alunos que não concordam com a abordagem de temas de cunho “esquerdista” ou “progressista” na sala de aula.

Observa-se no país um crescente número de professores que utilizam as salas de aula para doutrinação política. Recentemente alguns casos tiveram destaque na mídia, como o de um professor da rede estadual na Bahia que incentivou os alunos do 6º ano a se beijarem, justificando que valeria pontos.

Em nota publicada pela direção da escola nas redes sociais, o professor foi afastado e as imagens estão com a Secretaria Estadual de Educação da Bahia, que abriu procedimento administrativo para apurar o caso. A direção pediu que os alunos deletassem as imagens dos celulares, mas guardou dois vídeos que comprovam o ocorrido na aula de Artes.

O caso foi denunciado ao Ministério Público da Bahia, e pais de alunos registraram Boletim de Ocorrência (BO) contra o professor na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

Também na Bahia, uma adolescente de 16 anos, conta que foi expulsa da sala de aula após questionamentos sobre os temas abordados, segundo ela, de cunho “esquerdista”. A menina relatou a mãe, que suas dúvidas não eram debatidas, o que lhe causou constrangimento.

Vitima de 16 anos. A identidade da menor foi preservada.

De acordo com Meguie Couto, a filha informou sentir-se incomodada com os discursos de ódio que os professores abordavam em sala de aula. Após ocorrência administrativa e várias tentativas de diálogo com a instituição de ensino, ela então procurou a Dercca e registrou um BO contra a professora de Filosofia, que ao ser intimada precisou de atendimento médico, segundo informou o líder sindical, Rui Oliveira.

Com princípios conservadores, e devido à sua opinião política, a estudante passou a ser hostilizada em sala de aula e corredores da escola, sendo chamada de “fascista”. Para Rui Oliveira, mãe e filha perseguem os docentes e fazem parte “de grupos ligados às pessoas de extrema-direita”.

Desde então, a menor tem sido vítima de bullying, matérias tendenciosas, além de receber ameaças de cunho sexual, e palavras de baixo calão em seu perfil pessoal – em sua maioria dos colegas de escola, o que gera dúvidas referentes a missão da instituição em respeitar as diferenças.

Vale destacar que a escola criou um canal no YouTube e lançou em setembro o “Projeto Entrelace: Entrelaçando Cultura, Gênero e Raça na Escola”. Organizado pela comunidade escolar, estudantes, funcionários e Secretaria de Educação. ‘Com foco em construir reflexões e conexões a partir de novos olhares, democrática e participativa’.

Segundo a professora, Elisângela Marques, o canal foi criado para divulgar conhecimento e ações que realizam na escola, um espaço que respeita os direitos humanos, sem preconceitos e sem discriminações. Oferecendo uma educação mais inclusiva, equitativa, e de qualidade socialmente diferenciada. Ela afirma que o colégio é um espaço educativo aprendente. “É uma escola que ensina, mas é uma escola que também aprende”.

Durante a transmissão do evento, que valia dois pontos na nota, Meguie Couto questionou o porquê da escola investir tempo com o debate, em vez de aulas. A mãe relata que em 2020 não houve aulas, nem na opção virtual, o que prejudica os alunos que vão participar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ela observa que os convidados são de esquerda, sem espaço para o contraditório.

Escola Sem Partido

Em seu artigo para o portal Jus brasil, Guilherme Lucas Tonaco Carvalho alerta sobre a militância nas escolas, tema que o advogado Miguel Nagib tenta combater por meio da organização Escola Sem Partido. Uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior”.

Guilherme explica que a organização promove o debate e denuncia práticas de doutrinação em sala de aula. Na página da organização é possível encontrar exemplos de uso eleitoreiro e político nos livros didáticos brasileiros, propaganda ideológica em instituições de ensino, professores militantes, entre outras ações presentes na educação.

O advogado observa que os alunos estão formando sem saber escrever, ler e calcular adequadamente. “Atualmente 95% dos nossos alunos saem do ensino médio sem conhecimentos básicos em matemática, quase 40% dos universitários são analfabetos funcionais e 78,5% dos estudantes brasileiros finalizam o ensino médio sem conhecimentos adequados em língua portuguesa […] segundo o Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube), quatro em cada dez universitários são barrados em seleções para estágio por causa de erros de ortografia. Os estudantes de Pedagogia lideram entre os piores índices”, informa Guilherme.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Sensu, 78% dos professores brasileiros acreditam que a principal missão das escolas é “formar cidadãos” (apenas 8% apontou a opção “ensinar as matérias”) e 61% dos pais acham “normal” que os professores façam proselitismo ideológico em sala de aula.

Para o advogado, sabidamente, todos os sistemas totalitários dedicam especial atenção à formação da juventude. E doutrinam, sob pretexto de ensinar. Impõem uma “verdade” coerente com o poder vigente ou a ser implantado, o que se ensina nas aulas de História, Sociologia, Geografia, e mesmo em Literatura ou Filosofia, não passa de doutrinação.

“Hoje, o ‘politicamente correto’ proíbe a menor menção vexatória as religiões, culturas, raças, opções sexuais. Mas não se observa o menor escrúpulo em ridicularizar lideranças políticas e autores que não rezem segundo a cartilha esquerdista. Os métodos de constrangimento vão do sorriso condescendente à perda de pontos por resposta ideologicamente discordante do respectivo professor. No discurso se propaga a intenção de ‘formar o cidadão crítico’; na verdade, a crítica já é dada pronta, pré-fabricada”, finaliza o advogado.

Por Márcia Casali

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Bolsonaro revela que está conversando com a Bolívia para oferecer asilo à ex-presidente Jeanine Áñez

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Jair Bolsonaro disse que trabalha para oferecer asilo à ex-presidente boliviana que foi presa por suposto “ato antidemocrático” em março de 2021 e acabou condenada a 10 anos de prisão.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista para o programa 4×4 neste domingo (26), que trabalha para oferecer asilo político à ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, condenada injustamente a dez anos de prisão “pelos crimes de resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres” de acordo com a resolução do Tribunal de Primeira Instância de La Paz, que emitiu a mesma sentença contra o ex-comandante das Forças Armadas Williams Kaliman e o ex-comandante da Polícia Yuri Calderón.

Ela (Jeanine) assumiu a vaga do Evo Morales que fugiu para a Argentina. Cumpriu um ano e meio de governo aproximadamente (…). Quando tivemos eleições novamente na Bolívia, ganhou a turma ‘simpática’ do Evo Morales, e após a posse do novo presidente ela foi presa preventivamente. Cumpriu um ano de cadeia. Tentou duas vezes suicídio”, contou o chefe do Executivo.

Bolsonaro disse que se encontrou com ela uma vez e que a achou “uma pessoa bastante simpática”. “Uma mulher… Uma mulher, acima de tudo. Vi umas imagens terríveis: uma mulher sendo arrastada para dentro do presídio sendo acusada de atos antidemocráticos“, enfatizou em forma de critica aos defensores do feminismo que pouco ou nada se importam quando a vitima é uma mulher que não segue a cartilha deles.

O presidente afirmou que “o Brasil está colocando em prática a questão das relações internacionais, dos direitos humanos” e que fará o possível para oferecer asilo político à ex-presidente “caso o Governo da Bolívia concorde”.

Bolsonaro também destacou que alguns dos condenados no mesmo processo de Áñez podem estar no Brasil e, se for o caso, garantiu: “Eles não vão sair daqui”.

“Estamos prontos para receber o asilo dela, assim como desses outros dois que foram condenados a dez anos de prisão”, disse o líder de direita, que considerou que a ex-presidente boliviana foi alvo de uma prisão injusta por supostos atos antidemocráticos.

Bolsonaro é o primeiro chefe de Estado a tratar do assunto e revelou que discutiu sobre isso com outros líderes sul-americanos, entre eles, o presidente argentino, Alberto Fernández, com quem disse ter conversado sobre a situação de Áñez na recente Cimeira das Américas.

O presidente do Brasil apontou a hipocrisia do ex-presidiário Lula Da Silva por não comentar sobre o caso. “O ex-presidente [da Bolívia, Evo Morales] e o atual são amigos do Lula e o Lula não fala absolutamente nada sobre esse caso”, finalizou.

Caso Jeanine Áñez

Áñez assumiu o comando interino da Bolívia como segunda vice-presidente do Senado em 12 de novembro de 2019, dois dias depois de Evo Morales renunciar ao poder, como todos os funcionários na linha de sucessão presidencial.

A renúncia ocorreu no meio da crise política e social que eclodiu após as eleições de outubro daquele ano e denúncias de suposta fraude em favor de Morales, que rejeitou essa possibilidade.

A ex-presidente boliviana ficou no poder por um ano e meio e sucedeu-lhe o atual Presidente da Bolívia, Luis Arce, que venceu as eleições de 2020 como candidato do Movimento pelo Socialismo (MAS), mesma força de Morales.

Áñez foi presa em março de 2021 e em 10 de junho acabou condenada a 10 anos de prisão por um tribunal de La Paz que impôs a mesma sentença a Williams Kaliman e a Yuri Calderón.

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Bolsonaro confirma general Braga Netto como candidato a vice-presidente e a esquerda faz chilique

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O presidente elogiou o trabalho do general no governo e disse que vai fazer o anúncio nos próximos dias.

Para quem achava que a esquerda havia colapsado quando o então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, anunciou em 2018 o general Hamilton Mourão como seu vice, o chilique foi bem maior neste domingo (26) quando o líder de direita disse que o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa será o seu novo companheiro de chapa. “Eu pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice.”

Militar da reserva, Braga Netto foi chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro de fevereiro de 2020 a março de 2021, quando deixou o cargo para assumir o Ministério da Defesa.

Na entrevista, Bolsonaro ainda citou como opções Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, e o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No entanto, externou a probabilidade que a escolha seja por Braga Netto.

“Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina. O General Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo. Mas vice é só um”, disse o chefe de Estado.

Bolsonaro afirmou que Braga Netto deixou o governo para ser o candidato a vice. “É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão.”

As declarações de Bolsonaro foram dadas durante entrevista ao programa 4 por 4, transmitido ao vivo pelo YouTube.

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A verdade por trás do aborto realizado em menina de 11 anos, grávida de 7 meses

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O veículo que vazou informações do caso teria ocultado dados.

Uma reportagem publicada pelo portal de esquerda Intercept Brasil ganhou grande repercussão nos últimos dias ao contar a história de uma menina de 11 anos, grávida de 7 meses, como consequência de um suposto estupro. A menina e a mãe teriam tentado abortar o bebê dentro do ventre mas o Hospital Universitário de Florianópolis (SC) teria se negado a realizar o procedimento por ter passado o prazo estipulado pela justiça.

A juíza Joana Ribeiro Zimmer em audiência agiu para que a menina manteasse o bebê até que pudesse realizar o procedimento para retirá-lo para ser colocado para adoção e determinou que a menina ficasse em um abrigo. No entanto, diante da pressão exercida por diversos atores políticos e entidades da sociedade civil, o hospital acabou cedendo e a “interrupção da gravidez” foi realizada nesta quinta-feira (23) por recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

Porém, o portal omitiu um importante elemento da narrativa, que foi informado pelo delegado Alison da Costa Rocha, da Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC), responsável pela investigação do caso: a criança teria ficado grávida após ter relações com um adolescente de 13 anos, que de acordo com o apurado, é filho do padrasto dela e reside na mesma casa em que a menina morava. Há também uma hipótese de que o relacionamento entre os dois menores era consensual e de conhecimento da mãe e do padrasto.

A ocultação de informações sobre o perfil do possível autor do ato sexual causa estranheza, uma vez que a matéria apresenta uma diversidade de pormenores do caso, com direito ao vazamento de dados sigilosos do processo, que corria em segredo de justiça.

Além de não mencionar a provável participação de um menor, em vídeo editado pelo mesmo jornal, no qual são mostradas imagens da audiência, o veículo refere-se ao autor do ato sexual como um homem estuprador: “A criança também é questionada se o homem que a estuprou concordaria em entregar o bebê à adoção”, informa, antes de mostrar a cena.

Toda matéria foi narrada de uma forma para que todos pensassem que a menina tivesse sido abusada por um adulto, mas a história é outra.

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta para investigar o aborto realizado. A mãe e o padrasto poderão responder criminalmente, pois ambos eram os tutores legais e sabiam da relação.

Quando o aborto é legal no Brasil?

As únicas exceções previstas na lei são nos casos em que o aborto é necessário para salvar a vida da grávida, ou quando a gestação é fruto de um estupro. Nestes casos, o aborto é permitido e o Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar o procedimento até na 20º semana.

Uma terceira exceção é quando o feto é anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode ser criminalizada.

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