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Balança comercial abre 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro

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Exportações somaram US$ 5,84 bilhões e importações totalizaram US$ 4,40 bilhões, com corrente de comércio alcançando US$ 10,24 bilhões, uma alta de 36%.

Santos Brasil; Terminal; Contêiner; Navio; Porto de Santos; Exportação Foto: Germano Lüders 10/03/2010

Brasil avança e abre balança comercial de 2022 com superávit de US$ 1,45 bilhão na primeira semana de janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, pela média diária, as exportações cresceram 56,3%, somando US$ 5,84 bilhões, e as importações aumentaram 16%, totalizando US$ 4,40 bilhões. Assim, a corrente de comércio aumentou 36%, alcançando US$ 10,24 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (10).

Exportações

Na primeira semana do mês, houve crescimento de 131,7% nas exportações da Agropecuária, que somou US$ 939,05 milhões; de 25,6% na Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,49 bilhão; e de 58,8% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,38 bilhões.

Na Agropecuária, a expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas de milho não moído, exceto milho doce (+48,1%); café não torrado (+61,7%) e soja (6.438,2%).

A Indústria Extrativa registrou aumentos das exportações de fertilizantes brutos, exceto adubos (+5,3%); minérios de alumínio e seus concentrados (+20,5%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+144,2%).

Já as vendas da Indústria de Transformação foram impulsionadas pelos aumentos das saídas de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+94,2%); tabaco descaulificado ou desnervado (+291,5%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+135,2%).

Importações

As importações na primeira semana de janeiro registraram queda de 18,1% em Agropecuária, que somou US$ 85,01 milhões. Já a Indústria Extrativa teve crescimento de 130,5%, chegando a US$ 314,52 milhões nas compras externas, enquanto a Indústria de Transformação aumentou em 13,6% as importações, atingindo US$ 3,93 bilhões.

Do lado da Agropecuária, houve aumento nas compras de animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (+151,4%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (+41,1%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+92,4%). A queda foi influenciada pela redução nas importações de trigo e centeio, não moídos (-12,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-45,2%); e soja (-93,7%).

A Indústria Extrativa aumentou principalmente as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base (+105,2%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+431,3%); e gás natural, liquefeito ou não (+190,1%).

Já a Indústria de Transformação elevou as compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+49,2%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+81%); e adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+41,6%).

Com informações do Ministério da Economia e do Governo do Brasil

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TSE e Telegram assinam acordo para “combater desinformação nas eleições”

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Outra plataforma nas mãos do TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou um acordo, nesta terça-feira (17), com o aplicativo Telegram para “combater a propagação de notícias falsas por meio da plataforma“. Com a nova medida, que estará em vigor até o dia 31 de dezembro, um canal será aberto para receber denúncias e para a divulgar informações oficiais sobre as eleições.

De acordo com o previsto, será adotada uma ferramenta para marcar conteúdos considerados desinformativos. Pelas cláusulas, o Telegram também fará uma investigação interna para apurar a violação das políticas da plataforma.

Segundo o tribunal, o TSE é o primeiro órgão eleitoral no mundo a assinar um acordo com a plataforma e estabelecer medidas concretas para o suposto “combate às noticias falsas”.

Em março, o Telegram também aderiu ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral.

O acordo ocorreu após a plataforma ter nomeado seu representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz. A medida foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter bloqueado o funcionamento do aplicativo no país, sob a justificativa de que a plataforma não teria cumprido ordens judiciais.

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TCU aprova privatização da Eletrobras

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Esta era a última etapa pendente para que o governo pudesse executar o processo de desestatização da companhia, o que pode ocorrer ainda em 2022.

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 1, o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina. Resultado permite que governo abra capital da empresa ainda este ano.

Votaram a favor os ministros Aroldo Cedraz (relator), Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo, que era o revisor do processo, foi o único que votou contra.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. A Corte de contas já havia aprovado, em fevereiro deste ano, a modelagem financeira da desestatização e, agora, validou a forma como a empresa será repassada para controle acionário privado, nos moldes propostos pelo governo federal, por meio da venda de papéis.

O processo de privatização prevê uma capitalização da companhia. Isso significa que, a princípio, o governo não irá vender a sua participação atual. Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro do ano passado. Dessa forma, a União manterá controle sobre elas.

A Eletrobras registra lucros líquidos anuais desde 2018 – em 2022, a empresa anunciou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre.

Em março de 2021, o governo federal informou a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento e contribuir para o desenvolvimento do setor energético brasileiro. A Eletrobras detém um terço da capacidade geradora de energia elétrica instalada no país. A companhia também possui quase a metade do total de linhas de transmissão.

Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC), que seria o equivalente à CVM nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a Eletrobras possui ações negociadas na bolsa de valores do país norte-americano. 

Em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores, chamada road show e, por fim, o leilão da companhia é realizado na Bolsa de Valores brasileira (B3), ainda sem data prevista.

*Com informação da Agência Brasil

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Bolsonaro aciona STF contra Moraes por abuso de autoridade e Toffoli nega prosseguimento

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Toffoli alegou que os fatos descritos na “notícia-crime” não trazem indícios, ainda que mínimos, de materialidade delitiva.

O presidente Jair Bolsonaro entrou ontem (17) com uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na própria Corte, alegando abuso de autoridade do magistrado.No entanto, o ministro Dias Toffoli decidiu negar prosseguimento.

A peça inicial que foi assinada pelo advogado privado, Eduardo Magalhães, argumenta que Moraes descumpre a Constituição ao estender indefinidamente e de forma injustificada o chamado Inquérito das Fake News, do qual o ministro é relator.

Também são questionadas as condutas de Moraes no inquérito sobre atos antidemocráticos ocorridos em Brasília e em outro, que apura a existência de milícias digitais. Um dos argumentos é que as defesas dos investigados não têm acesso a cópia integral dos autos dos processos.

Porém o ministro Dias Toffoli decidiu hoje (18) negar prosseguimento à notícia-crime por abuso de autoridade apresentada pelo presidente.

De acordo com ele, tomou a decisão “considerando-se que os fatos narrados na inicial evidentemente não constituem crime e que não há justa causa para o prosseguimento do feito”.

A ação foi distribuída por sorteio a Toffoli, que decidiu rejeitá-la algumas horas após ela chegar a seu gabinete. Ele afirmou que a legislação exige, para que se possa configurar qualquer crime de abuso de autoridade, que haja “finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, a indicação de mero capricho ou satisfação pessoal”, o que não se configura no caso.

“Diante desse cenário, os fatos descritos na “notícia-crime” não trazem indícios, ainda que mínimos, de materialidade delitiva, não havendo nenhuma possibilidade de enquadrar as condutas imputadas em qualquer das figuras típicas apontadas”, escreveu Toffoli.

A decisão ainda pode ser alvo de recurso, pedindo reconsideração.

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