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Brasil

Eduardo Bolsonaro, Javier Milei e José Antonio Kast se encontraram pela primeira vez no CPAC Brasil 2022

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La Derecha Diario (versão espanhol do Jornal Direita) cobriu com exclusividade o histórico encontro. Os líderes do Brasil, Argentina e Chile tiveram seu primeiro encontro presencial e publicaram as imagens em suas redes sociais.

O deputado argentino Javier Milei , o ex-deputado chileno José Antonio Kast e o deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro dividiram o palco em um evento histórico na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Campinas, São Paulo, Brasil.

O evento foi organizado por Eduardo Bolsonaro e é a edição brasileira da megaconferência de mesmo nome que acontece todos os anos nos Estados Unidos desde a década de 1970. Esta é a terceira vez que acontece no Brasil e a segunda sob a organização do Instituto Conservador-Liberalthink-tank do filho do presidente.

A conferência deste ano é patrocinada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso do Sul (Aprosoja) e pela GETTR (rede social criada pelo ex-assessor do presidente norte-americano Donald Trump, Jason Miller).

Na conferência, cada um relatou suas experiências políticas frente à esquerda. Embora todos os três compartilhem a mesma ideologia de direita, eles estão em situações políticas muito diferentes.

Os Bolsonaros estão no governo após uma eleição histórica em 2018, onde conseguiram destronar o Foro de São Paulo após 12 anos no poder com um discurso aberto de direita. Agora, eles buscam uma reeleição difícil depois que uma história falsa foi construída em torno da responsabilidade de Jair Bolsonaro nas consequências da pandemia.

Por sua vez, José Antonio Kast perdeu recentemente nas eleições presidenciais contra uma das novas caras do Foro de São Paulo, o comunista Gabriel Boric, que está destruindo o Chile em tempo recorde. Além disso, ele enfrenta o plebiscito de saída, onde os chilenos finalmente decidirão se optam por uma nova Constituição ou não.

Por fim, o recém-eleito Javier Milei está apenas dando seus primeiros passos na política, mas já está planejando a campanha presidencial do ano que vem, onde várias pesquisas o colocam muito perto do segundo turno.

Antes de subir ao palco, os três líderes da direita latino-americana se encontraram pela primeira vez onde conversaram e tiraram fotos.

Eduardo Bolsonaro convidou Milei para jogar futebol, relembrando sua época como goleiro do Club Atlético Chacarita e depois gerou polêmica ao perguntar qual vinho era melhor, se o era argentino ou chileno.

“Agora no CPAC, o maior evento conservador do mundo, com os futuros presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Chile, José Antonio Kast” escreveu Eduardo Bolsonaro em sua conta no Twitter.

A mensagem foi acompanhada de uma foto em que os três aparecem fazendo o gesto já característico dos Bolsonaros.

Simultaneamente, o ex-candidato presidencial chileno também publicou outra foto da reunião. “A América Latina está em perigo! Viva a Liberdade caralh*!“, escreveu. 

Na ocasião, o próprio Kast pediu para fazer “o estilo Milei”, com o polegar para cima, e brincou que o “estilo Kast” é sério demais para uma foto.

O deputado Eduardo Bolsonaro tem uma relação próxima com Kast há anos e apoiou ativamente sua candidatura no Chile contra o comunista Gabriel Boric. “Ele é um patriota, bem relacionado internacionalmente e uma pedra no sapato do Foro de São Paulo”, havia dito sobre Kast antes da votação em que o marxista finalmente prevaleceu.

Por sua vez, a relação com o deputado argentino começou quando La Derecha Diario os colocou em contato para fazer uma live no Instagram durante o CPAC do ano passado. Desde então, eles têm uma amizade próxima. Aliás, Eduardo Bolsonaro foi pessoalmente procurar o argentino no aeroporto para acompanhá-lo ao evento.

Bem-vindo Javier Milei, nós também queremos liberdade, caralh*“, disse ele em um vídeo que tanto o brasileiro quanto o argentino postaram em suas redes sociais. Os Bolsonaros expressaram que apoiam a campanha presidencial de Milei pela Argentina.

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Bolsonaro revela que está conversando com a Bolívia para oferecer asilo à ex-presidente Jeanine Áñez

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Jair Bolsonaro disse que trabalha para oferecer asilo à ex-presidente boliviana que foi presa por suposto “ato antidemocrático” em março de 2021 e acabou condenada a 10 anos de prisão.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista para o programa 4×4 neste domingo (26), que trabalha para oferecer asilo político à ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, condenada injustamente a dez anos de prisão “pelos crimes de resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres” de acordo com a resolução do Tribunal de Primeira Instância de La Paz, que emitiu a mesma sentença contra o ex-comandante das Forças Armadas Williams Kaliman e o ex-comandante da Polícia Yuri Calderón.

Ela (Jeanine) assumiu a vaga do Evo Morales que fugiu para a Argentina. Cumpriu um ano e meio de governo aproximadamente (…). Quando tivemos eleições novamente na Bolívia, ganhou a turma ‘simpática’ do Evo Morales, e após a posse do novo presidente ela foi presa preventivamente. Cumpriu um ano de cadeia. Tentou duas vezes suicídio”, contou o chefe do Executivo.

Bolsonaro disse que se encontrou com ela uma vez e que a achou “uma pessoa bastante simpática”. “Uma mulher… Uma mulher, acima de tudo. Vi umas imagens terríveis: uma mulher sendo arrastada para dentro do presídio sendo acusada de atos antidemocráticos“, enfatizou em forma de critica aos defensores do feminismo que pouco ou nada se importam quando a vitima é uma mulher que não segue a cartilha deles.

O presidente afirmou que “o Brasil está colocando em prática a questão das relações internacionais, dos direitos humanos” e que fará o possível para oferecer asilo político à ex-presidente “caso o Governo da Bolívia concorde”.

Bolsonaro também destacou que alguns dos condenados no mesmo processo de Áñez podem estar no Brasil e, se for o caso, garantiu: “Eles não vão sair daqui”.

“Estamos prontos para receber o asilo dela, assim como desses outros dois que foram condenados a dez anos de prisão”, disse o líder de direita, que considerou que a ex-presidente boliviana foi alvo de uma prisão injusta por supostos atos antidemocráticos.

Bolsonaro é o primeiro chefe de Estado a tratar do assunto e revelou que discutiu sobre isso com outros líderes sul-americanos, entre eles, o presidente argentino, Alberto Fernández, com quem disse ter conversado sobre a situação de Áñez na recente Cimeira das Américas.

O presidente do Brasil apontou a hipocrisia do ex-presidiário Lula Da Silva por não comentar sobre o caso. “O ex-presidente [da Bolívia, Evo Morales] e o atual são amigos do Lula e o Lula não fala absolutamente nada sobre esse caso”, finalizou.

Caso Jeanine Áñez

Áñez assumiu o comando interino da Bolívia como segunda vice-presidente do Senado em 12 de novembro de 2019, dois dias depois de Evo Morales renunciar ao poder, como todos os funcionários na linha de sucessão presidencial.

A renúncia ocorreu no meio da crise política e social que eclodiu após as eleições de outubro daquele ano e denúncias de suposta fraude em favor de Morales, que rejeitou essa possibilidade.

A ex-presidente boliviana ficou no poder por um ano e meio e sucedeu-lhe o atual Presidente da Bolívia, Luis Arce, que venceu as eleições de 2020 como candidato do Movimento pelo Socialismo (MAS), mesma força de Morales.

Áñez foi presa em março de 2021 e em 10 de junho acabou condenada a 10 anos de prisão por um tribunal de La Paz que impôs a mesma sentença a Williams Kaliman e a Yuri Calderón.

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Bolsonaro confirma general Braga Netto como candidato a vice-presidente e a esquerda faz chilique

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O presidente elogiou o trabalho do general no governo e disse que vai fazer o anúncio nos próximos dias.

Para quem achava que a esquerda havia colapsado quando o então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, anunciou em 2018 o general Hamilton Mourão como seu vice, o chilique foi bem maior neste domingo (26) quando o líder de direita disse que o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa será o seu novo companheiro de chapa. “Eu pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice.”

Militar da reserva, Braga Netto foi chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro de fevereiro de 2020 a março de 2021, quando deixou o cargo para assumir o Ministério da Defesa.

Na entrevista, Bolsonaro ainda citou como opções Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, e o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No entanto, externou a probabilidade que a escolha seja por Braga Netto.

“Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina. O General Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo. Mas vice é só um”, disse o chefe de Estado.

Bolsonaro afirmou que Braga Netto deixou o governo para ser o candidato a vice. “É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão.”

As declarações de Bolsonaro foram dadas durante entrevista ao programa 4 por 4, transmitido ao vivo pelo YouTube.

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A verdade por trás do aborto realizado em menina de 11 anos, grávida de 7 meses

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O veículo que vazou informações do caso teria ocultado dados.

Uma reportagem publicada pelo portal de esquerda Intercept Brasil ganhou grande repercussão nos últimos dias ao contar a história de uma menina de 11 anos, grávida de 7 meses, como consequência de um suposto estupro. A menina e a mãe teriam tentado abortar o bebê dentro do ventre mas o Hospital Universitário de Florianópolis (SC) teria se negado a realizar o procedimento por ter passado o prazo estipulado pela justiça.

A juíza Joana Ribeiro Zimmer em audiência agiu para que a menina manteasse o bebê até que pudesse realizar o procedimento para retirá-lo para ser colocado para adoção e determinou que a menina ficasse em um abrigo. No entanto, diante da pressão exercida por diversos atores políticos e entidades da sociedade civil, o hospital acabou cedendo e a “interrupção da gravidez” foi realizada nesta quinta-feira (23) por recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

Porém, o portal omitiu um importante elemento da narrativa, que foi informado pelo delegado Alison da Costa Rocha, da Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC), responsável pela investigação do caso: a criança teria ficado grávida após ter relações com um adolescente de 13 anos, que de acordo com o apurado, é filho do padrasto dela e reside na mesma casa em que a menina morava. Há também uma hipótese de que o relacionamento entre os dois menores era consensual e de conhecimento da mãe e do padrasto.

A ocultação de informações sobre o perfil do possível autor do ato sexual causa estranheza, uma vez que a matéria apresenta uma diversidade de pormenores do caso, com direito ao vazamento de dados sigilosos do processo, que corria em segredo de justiça.

Além de não mencionar a provável participação de um menor, em vídeo editado pelo mesmo jornal, no qual são mostradas imagens da audiência, o veículo refere-se ao autor do ato sexual como um homem estuprador: “A criança também é questionada se o homem que a estuprou concordaria em entregar o bebê à adoção”, informa, antes de mostrar a cena.

Toda matéria foi narrada de uma forma para que todos pensassem que a menina tivesse sido abusada por um adulto, mas a história é outra.

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta para investigar o aborto realizado. A mãe e o padrasto poderão responder criminalmente, pois ambos eram os tutores legais e sabiam da relação.

Quando o aborto é legal no Brasil?

As únicas exceções previstas na lei são nos casos em que o aborto é necessário para salvar a vida da grávida, ou quando a gestação é fruto de um estupro. Nestes casos, o aborto é permitido e o Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar o procedimento até na 20º semana.

Uma terceira exceção é quando o feto é anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode ser criminalizada.

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