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América Latina

Ex-presidentes do Chile retiram apoio à Convenção Constituinte e se retiram da cerimônia de encerramento

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A opção Rejeição chega a 46% e Aprovação cai para 37%, enquanto os ex-presidentes Frei, Lagos, Bachelet e Piñera anunciam que não irão para a entrega do texto final.

Convenção Constitucional chilena perdeu apoio fundamental no último dia de sessões. Os ex-presidentes Eduardo Frei,  Ricardo Lagos,  Michelle Bachelet e Sebastián Piñera se recusaram a comparecer à cerimônia de encerramento e entrega do texto final, com uma mensagem polêmica criticando a falta de republicanismo.

Acredito que a forma confusa e contraditória com que os ex-presidentes foram convidados não honra a tradição de respeito republicano em nosso país. Como os outros ex-presidentes, decidi não comparecer”, disse Piñera, que governou o país nos períodos não consecutivos 2010-2014 e 2018-2022.

A Convenção entregará a proposta de Lei Básica após um ano de redação em uma cerimônia no dia 4 de julho em Santiago. Em princípio, nenhum convite havia sido enviado aos que haviam exercido a presidência. Isso caiu mal com os ex-presidentes, e a resposta foi brutal.

Esse “desentendimento” ocorre pouco mais de dois meses antes do plebiscito de saída, onde os chilenos terão uma última chance de rejeitar a Constituição comunista que a Convenção escreveu, que era dominada por espaços esquerdistas, ambientalistas, feministas e indígenas.

O estudo de opinião “Plaza Pública” do Cadem mostra um forte aumento na intenção de votar pela opção “Rejeição”, ao contrário do referendo constitucional onde perdeu por uma diferença avassaladora. De acordo com o levantamento,  a “Rejeição” chega a 46%, enquanto a Aprovação tem apenas 37%. Por sua vez, 17% ainda estão indecisos sobre a eleição.

Segundo o diretor do Cadem, Roberto Izikson, a intenção de aprovar a votação está relacionada ao baixo nível de confiança que os cidadãos têm na convenção. 56% dos entrevistados desconfiam de seu trabalho. Essa lacuna só aumentará após a retirada do apoio de ex-presidentes.

Além disso, a pesquisa indica que 58% dos chilenos temem a proposta constitucional, pois inclui reformas radicais como desapropriações, cotas legislativas, mudanças no sistema judicial e reconhecimento da soberania indígena.

Na mesma pesquisa, questionou-se a posição do povo em relação ao convite aos ex-presidentes e 63% afirmaram que precisavam ser convidados, o que poderia denotar como as visões da organização estão dissociadas das visões dos cidadãos.

Cuba

A ditadura cubana condenou os artistas Otero Alcántara e Maykel Osorbo a 5 e 9 anos de prisão por cantar contra o comunismo

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Os líderes do Movimento de San Isidro são os autores de canções que se tornaram hinos contra o regime castrista de Miguel Díaz-Canel.

Os artistas dissidentes cubanos Luis Manuel Otero Alcántara e Maikel Castillo Pérez “Osorbo” foram condenados a 5 e 9 anos de prisão, respectivamente, informou a Procuradoria Geral da República de Cuba (FGR) na semana passada.

Otero Alcántara e Castillo Pérez foram punidos pelos “crimes” de ‘indignação contra os símbolos do país‘, ‘desrespeito‘ e ‘desordem pública‘, no primeiro caso, e ‘desrespeito‘, ‘ataque‘, ‘desordem pública‘ e ‘difamação de instituições e organizações, heróis e mártires‘ no caso de Osorbo, conforme relatado pelo Ministério Público.

Pura conversa para punir dois dos artistas mais famosos por cantarem contra a ditadura castrista e o comunismo em Cuba. Os julgamentos foram realizados nos dias 30 e 31 de maio em Havana, mas a notícia só foi confirmada pelas autoridades cubanas, que mantiveram todo o processo em segredo para evitar protestos.

Otero Alcántara é o líder do movimento de oposição San Isidro e um dos dissidentes mais destacados dos últimos anos em Cuba, e está preso desde 11 de julho, quando deixou sua casa para se juntar às manifestações históricas que aconteceram naquele dia.

Por sua vez, Osorbo, coautor da música “Patria y Vida”, que se tornou hino dos protestos do 11J, está preso desde abril do ano passado. Sua sentença foi maior, pois quando ia ser preso sem motivo aparente, conseguiu se afastar dos agentes do regime e, algemado, começou a aplaudir os cubanos que se reuniram no bairro para ver o que estava acontecendo para que eles protestassem.

E esse episódio não foi em vão. Alguns meses depois, milhões de cubanos em todo o país se levantaram contra o regime comunista, e o novo ditador Miguel Díaz-Canel realizou uma violenta repressão naquele dia triste.

Desta forma, e como aconteceu com inúmeros líderes da oposição nos últimos 60 anos em Cuba, o Partido Comunista elimina toda dissidência e mantém o controle da ilha por meio de intimidação, perseguição e violência.

Durante as sessões de julgamento os réus foram ouvidos; Na presença deles, foram praticadas as provas testemunhais, documentais e periciais propostas pela Promotoria e pelos advogados que as representavam”, disse a Promotoria, sem provas e deixando claro que foi uma sentença armada, como todas as que ocorrem em Cuba contra dissidentes políticos.

Captura de tela do vídeo de Osorbo quando ele escapou da prisão e reuniu um grupo de vizinhos críticos ao governo cubano

Em 17 de junho, um total de 17 ONGs, instituições e meios de comunicação pediram a soltura “imediata” dos artistas. Os signatários condenaram veementemente as acusações, que consideram  “refletir o desprezo das autoridades cubanas pela liberdade de expressão artística e uma tendência alarmante de perseguição, prisões arbitrárias e acusações contra vozes dissidentes”.

Além disso, eles pediram o fim da “campanha interminável de intimidação e perseguição contra esses dois talentosos e corajosos artistas e ativistas”. Entre os signatários estão as ONGs Cubalex, Artigo 19, PEN Internacional, Instituto de Artivismo Hannah Arendt (Instar), DemoAmlat, Centro de Abertura e Desenvolvimento da América Latina (CADAL) e Defensores dos Direitos Civis.

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Brasil

Bolsonaro revela que está conversando com a Bolívia para oferecer asilo à ex-presidente Jeanine Áñez

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Jair Bolsonaro disse que trabalha para oferecer asilo à ex-presidente boliviana que foi presa por suposto “ato antidemocrático” em março de 2021 e acabou condenada a 10 anos de prisão.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista para o programa 4×4 neste domingo (26), que trabalha para oferecer asilo político à ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, condenada injustamente a dez anos de prisão “pelos crimes de resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres” de acordo com a resolução do Tribunal de Primeira Instância de La Paz, que emitiu a mesma sentença contra o ex-comandante das Forças Armadas Williams Kaliman e o ex-comandante da Polícia Yuri Calderón.

Ela (Jeanine) assumiu a vaga do Evo Morales que fugiu para a Argentina. Cumpriu um ano e meio de governo aproximadamente (…). Quando tivemos eleições novamente na Bolívia, ganhou a turma ‘simpática’ do Evo Morales, e após a posse do novo presidente ela foi presa preventivamente. Cumpriu um ano de cadeia. Tentou duas vezes suicídio”, contou o chefe do Executivo.

Bolsonaro disse que se encontrou com ela uma vez e que a achou “uma pessoa bastante simpática”. “Uma mulher… Uma mulher, acima de tudo. Vi umas imagens terríveis: uma mulher sendo arrastada para dentro do presídio sendo acusada de atos antidemocráticos“, enfatizou em forma de critica aos defensores do feminismo que pouco ou nada se importam quando a vitima é uma mulher que não segue a cartilha deles.

O presidente afirmou que “o Brasil está colocando em prática a questão das relações internacionais, dos direitos humanos” e que fará o possível para oferecer asilo político à ex-presidente “caso o Governo da Bolívia concorde”.

Bolsonaro também destacou que alguns dos condenados no mesmo processo de Áñez podem estar no Brasil e, se for o caso, garantiu: “Eles não vão sair daqui”.

“Estamos prontos para receber o asilo dela, assim como desses outros dois que foram condenados a dez anos de prisão”, disse o líder de direita, que considerou que a ex-presidente boliviana foi alvo de uma prisão injusta por supostos atos antidemocráticos.

Bolsonaro é o primeiro chefe de Estado a tratar do assunto e revelou que discutiu sobre isso com outros líderes sul-americanos, entre eles, o presidente argentino, Alberto Fernández, com quem disse ter conversado sobre a situação de Áñez na recente Cimeira das Américas.

O presidente do Brasil apontou a hipocrisia do ex-presidiário Lula Da Silva por não comentar sobre o caso. “O ex-presidente [da Bolívia, Evo Morales] e o atual são amigos do Lula e o Lula não fala absolutamente nada sobre esse caso”, finalizou.

Caso Jeanine Áñez

Áñez assumiu o comando interino da Bolívia como segunda vice-presidente do Senado em 12 de novembro de 2019, dois dias depois de Evo Morales renunciar ao poder, como todos os funcionários na linha de sucessão presidencial.

A renúncia ocorreu no meio da crise política e social que eclodiu após as eleições de outubro daquele ano e denúncias de suposta fraude em favor de Morales, que rejeitou essa possibilidade.

A ex-presidente boliviana ficou no poder por um ano e meio e sucedeu-lhe o atual Presidente da Bolívia, Luis Arce, que venceu as eleições de 2020 como candidato do Movimento pelo Socialismo (MAS), mesma força de Morales.

Áñez foi presa em março de 2021 e em 10 de junho acabou condenada a 10 anos de prisão por um tribunal de La Paz que impôs a mesma sentença a Williams Kaliman e a Yuri Calderón.

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Brasil

Bolsonaro confirma general Braga Netto como candidato a vice-presidente e a esquerda faz chilique

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O presidente elogiou o trabalho do general no governo e disse que vai fazer o anúncio nos próximos dias.

Para quem achava que a esquerda havia colapsado quando o então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, anunciou em 2018 o general Hamilton Mourão como seu vice, o chilique foi bem maior neste domingo (26) quando o líder de direita disse que o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa será o seu novo companheiro de chapa. “Eu pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice.”

Militar da reserva, Braga Netto foi chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro de fevereiro de 2020 a março de 2021, quando deixou o cargo para assumir o Ministério da Defesa.

Na entrevista, Bolsonaro ainda citou como opções Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, e o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No entanto, externou a probabilidade que a escolha seja por Braga Netto.

“Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina. O General Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo. Mas vice é só um”, disse o chefe de Estado.

Bolsonaro afirmou que Braga Netto deixou o governo para ser o candidato a vice. “É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão.”

As declarações de Bolsonaro foram dadas durante entrevista ao programa 4 por 4, transmitido ao vivo pelo YouTube.

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