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Hipocrisia carnavalesca: aglomeração é ignorada pela galera do Fica em Casa

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Artistas lotaram os seus shows durante o feriado e se “esqueceram” das normas sanitárias.

Não tem carnaval, mas tem carnaval: Bloco da Pocah, em Água Branca, em São Paulo Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Apesar da proibição dos blocos de rua e do adiamento dos desfiles de carnaval, a galera do famoso “Fica em Casa” se reuniu nas principais capitais para comemorar a data deixando de lado as restrições sanitárias.

Nos últimos dois anos, governadores e prefeitos com o aval do Supremo Tribunal (STF) trancaram a população em suas casas devido a chegada da pandemia de COVID-19 ao país. Mulheres foram presas por passear em praias ou praças, comércios foram fechados e pessoas, contrárias a essas restrições, foram julgadas como assassinas.

Com o surgimento da nova variante Ômicron, estados e municípios decidiram “cancelar” a festa de carnaval de 2022 só que desta vez mantendo o feriado.

A diferença dos anos anteriores, o carnaval de rua passou a ser realizado em clubes, bares e casas de shows. Pois nesses locais as festas foram autorizadas sob o pretexto de seguirem o protocolo sanitário, embora na prática isso não tenha ocorrido. As escolas de samba também não deixaram a data passar em branco e realizaram eventos multitudinários nas quadras.

Famosos e lacradores da esquerda, aproveitaram o feriado para lucrar com shows e apresentações. Artistas como Ludmilla, Gloria Groove, Anitta, Pablo Vittar, Karol Conká, entre outros, chegaram a vender ingressos por até R$ 1,5 mil e esgotaram a capacidade máxima dos espaços.

A hashtag FicaEmCasa e os belos discursos sobre a utilização de máscaras e distanciamento social, ficaram apenas nas redes sociais já que a aglomeração e a falta de protetores faciais protagonizaram esses eventos.

A hipocrisia também foi pular carnaval. Durante o show, Pocah falou sobre a importância da vacina contra a Covid-19. “Todo mundo tá vacinado, por isso que estamos aqui. Viva a vacina, viva o SUS.” disse a cantora ignorando o incremento de casos de COVID-19 no último mês.

Mesmo após a verificação de infrações das normas sanitárias, poucos foram os locais, artistas e pessoas que receberam algum tipo de multa ou punição. Em Belo Horizonte, de acordo com o balanço divulgado pela PBH, apesar de que grande parte das festas particulares não cumpriu com os protocolos indicados, não houve nenhum tipo de sanção.

O próprio prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD) afirmou que “não tinha autoridade” para proibir foliões de irem às ruas.

Os filhos do presidente Jair Bolsonaro, entre outras figuras políticas, compartilharam em suas redes sociais imagens dos blocos de carnaval em que se observa o incumprimento das medidas sanitárias. Ao mesmo tempo, as ironizam ao comparar com as severas restrições adotadas por prefeitos e governadores nesses dois anos de pandemia.

Ibaneis e governadores avaliam flexibilizar uso de máscaras após o carnaval

Ás vésperas das eleições de 2022 e após a nítidas imagens de que o coronavírus “não frequenta” eventos massivos como o carnaval, o Fórum Nacional de Governadores, que reúne chefes dos 26 estados e do Distrito Federal, avalia a possibilidade de flexibilizar o uso de máscaras no país a partir de março.

O grupo pediu uma análise técnica ao comitê científico que o assessora voluntariamente e agendou para o próximo dia 15 uma reunião a fim de formular um cronograma de transição de medidas restritivas relacionadas à Covid-19.

Alexandre Kalil um dos prefeitos que mais impôs restrições à população durante a pandemia, já se adiantou e publicou um decreto nesta sexta-feira (4) que desobriga o uso de máscara faciais.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro e outros parlamentares já haviam tentado flexibilizar todas as medidas sanitárias, inclusive o uso obrigatório de máscaras, no entanto foram barrados pelos prefeitos, governadores e pelo STF.

Este carnaval demostrou mais uma vez a falácia de uma pandemia que só existe para massacrar cidadãos de bem que foram impedidos de trabalhar e de circular enquanto prefeitos, governadores e artistas enchiam os seus bolsos de dinheiro e viajavam ao redor do mundo.

Enquanto crianças são obrigadas a frequentar as escolas com máscaras e o povo brasileiro ainda se recupera das consequências causadas pelo lockdown, a galera do Fica Em Casa tira proveito das festas de carnaval invisibilizando aquilo que tanto utilizaram para atacar ao governo Bolsonaro e seus seguidores, principalmente em época de manifestações.

Foto mostra pista de dança lotada. Grupo de foliões usa chapéu de caubói rosa

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Bolsonaro revela que está conversando com a Bolívia para oferecer asilo à ex-presidente Jeanine Áñez

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Jair Bolsonaro disse que trabalha para oferecer asilo à ex-presidente boliviana que foi presa por suposto “ato antidemocrático” em março de 2021 e acabou condenada a 10 anos de prisão.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista para o programa 4×4 neste domingo (26), que trabalha para oferecer asilo político à ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, condenada injustamente a dez anos de prisão “pelos crimes de resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres” de acordo com a resolução do Tribunal de Primeira Instância de La Paz, que emitiu a mesma sentença contra o ex-comandante das Forças Armadas Williams Kaliman e o ex-comandante da Polícia Yuri Calderón.

Ela (Jeanine) assumiu a vaga do Evo Morales que fugiu para a Argentina. Cumpriu um ano e meio de governo aproximadamente (…). Quando tivemos eleições novamente na Bolívia, ganhou a turma ‘simpática’ do Evo Morales, e após a posse do novo presidente ela foi presa preventivamente. Cumpriu um ano de cadeia. Tentou duas vezes suicídio”, contou o chefe do Executivo.

Bolsonaro disse que se encontrou com ela uma vez e que a achou “uma pessoa bastante simpática”. “Uma mulher… Uma mulher, acima de tudo. Vi umas imagens terríveis: uma mulher sendo arrastada para dentro do presídio sendo acusada de atos antidemocráticos“, enfatizou em forma de critica aos defensores do feminismo que pouco ou nada se importam quando a vitima é uma mulher que não segue a cartilha deles.

O presidente afirmou que “o Brasil está colocando em prática a questão das relações internacionais, dos direitos humanos” e que fará o possível para oferecer asilo político à ex-presidente “caso o Governo da Bolívia concorde”.

Bolsonaro também destacou que alguns dos condenados no mesmo processo de Áñez podem estar no Brasil e, se for o caso, garantiu: “Eles não vão sair daqui”.

“Estamos prontos para receber o asilo dela, assim como desses outros dois que foram condenados a dez anos de prisão”, disse o líder de direita, que considerou que a ex-presidente boliviana foi alvo de uma prisão injusta por supostos atos antidemocráticos.

Bolsonaro é o primeiro chefe de Estado a tratar do assunto e revelou que discutiu sobre isso com outros líderes sul-americanos, entre eles, o presidente argentino, Alberto Fernández, com quem disse ter conversado sobre a situação de Áñez na recente Cimeira das Américas.

O presidente do Brasil apontou a hipocrisia do ex-presidiário Lula Da Silva por não comentar sobre o caso. “O ex-presidente [da Bolívia, Evo Morales] e o atual são amigos do Lula e o Lula não fala absolutamente nada sobre esse caso”, finalizou.

Caso Jeanine Áñez

Áñez assumiu o comando interino da Bolívia como segunda vice-presidente do Senado em 12 de novembro de 2019, dois dias depois de Evo Morales renunciar ao poder, como todos os funcionários na linha de sucessão presidencial.

A renúncia ocorreu no meio da crise política e social que eclodiu após as eleições de outubro daquele ano e denúncias de suposta fraude em favor de Morales, que rejeitou essa possibilidade.

A ex-presidente boliviana ficou no poder por um ano e meio e sucedeu-lhe o atual Presidente da Bolívia, Luis Arce, que venceu as eleições de 2020 como candidato do Movimento pelo Socialismo (MAS), mesma força de Morales.

Áñez foi presa em março de 2021 e em 10 de junho acabou condenada a 10 anos de prisão por um tribunal de La Paz que impôs a mesma sentença a Williams Kaliman e a Yuri Calderón.

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Bolsonaro confirma general Braga Netto como candidato a vice-presidente e a esquerda faz chilique

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O presidente elogiou o trabalho do general no governo e disse que vai fazer o anúncio nos próximos dias.

Para quem achava que a esquerda havia colapsado quando o então candidato a presidente, Jair Bolsonaro, anunciou em 2018 o general Hamilton Mourão como seu vice, o chilique foi bem maior neste domingo (26) quando o líder de direita disse que o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa será o seu novo companheiro de chapa. “Eu pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice.”

Militar da reserva, Braga Netto foi chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro de fevereiro de 2020 a março de 2021, quando deixou o cargo para assumir o Ministério da Defesa.

Na entrevista, Bolsonaro ainda citou como opções Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, e o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. No entanto, externou a probabilidade que a escolha seja por Braga Netto.

“Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina. O General Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo. Mas vice é só um”, disse o chefe de Estado.

Bolsonaro afirmou que Braga Netto deixou o governo para ser o candidato a vice. “É uma pessoa que eu admiro muito, e, caso a gente consiga a reeleição, vai ajudar muito o Brasil nos próximos anos. Eu agradeço ao Braga Netto por ter aceitado essa missão.”

As declarações de Bolsonaro foram dadas durante entrevista ao programa 4 por 4, transmitido ao vivo pelo YouTube.

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A verdade por trás do aborto realizado em menina de 11 anos, grávida de 7 meses

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O veículo que vazou informações do caso teria ocultado dados.

Uma reportagem publicada pelo portal de esquerda Intercept Brasil ganhou grande repercussão nos últimos dias ao contar a história de uma menina de 11 anos, grávida de 7 meses, como consequência de um suposto estupro. A menina e a mãe teriam tentado abortar o bebê dentro do ventre mas o Hospital Universitário de Florianópolis (SC) teria se negado a realizar o procedimento por ter passado o prazo estipulado pela justiça.

A juíza Joana Ribeiro Zimmer em audiência agiu para que a menina manteasse o bebê até que pudesse realizar o procedimento para retirá-lo para ser colocado para adoção e determinou que a menina ficasse em um abrigo. No entanto, diante da pressão exercida por diversos atores políticos e entidades da sociedade civil, o hospital acabou cedendo e a “interrupção da gravidez” foi realizada nesta quinta-feira (23) por recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

Porém, o portal omitiu um importante elemento da narrativa, que foi informado pelo delegado Alison da Costa Rocha, da Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC), responsável pela investigação do caso: a criança teria ficado grávida após ter relações com um adolescente de 13 anos, que de acordo com o apurado, é filho do padrasto dela e reside na mesma casa em que a menina morava. Há também uma hipótese de que o relacionamento entre os dois menores era consensual e de conhecimento da mãe e do padrasto.

A ocultação de informações sobre o perfil do possível autor do ato sexual causa estranheza, uma vez que a matéria apresenta uma diversidade de pormenores do caso, com direito ao vazamento de dados sigilosos do processo, que corria em segredo de justiça.

Além de não mencionar a provável participação de um menor, em vídeo editado pelo mesmo jornal, no qual são mostradas imagens da audiência, o veículo refere-se ao autor do ato sexual como um homem estuprador: “A criança também é questionada se o homem que a estuprou concordaria em entregar o bebê à adoção”, informa, antes de mostrar a cena.

Toda matéria foi narrada de uma forma para que todos pensassem que a menina tivesse sido abusada por um adulto, mas a história é outra.

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta para investigar o aborto realizado. A mãe e o padrasto poderão responder criminalmente, pois ambos eram os tutores legais e sabiam da relação.

Quando o aborto é legal no Brasil?

As únicas exceções previstas na lei são nos casos em que o aborto é necessário para salvar a vida da grávida, ou quando a gestação é fruto de um estupro. Nestes casos, o aborto é permitido e o Sistema Único de Saúde (SUS) deve disponibilizar o procedimento até na 20º semana.

Uma terceira exceção é quando o feto é anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não pode ser criminalizada.

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