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Estônia

Navios de guerra da OTAN entraram no Mar Báltico e realizarão exercícios militares a poucos quilômetros da fronteira com a Rússia

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Navios do Primeiro Grupo Marítimo Permanente da OTAN chegaram ao Mar Báltico vindos da Holanda, adicionando nova pressão à Rússia à medida que a invasão da Ucrânia continua.

Na última quinta-feira (14), navios de guerra do Grupo Marítimo Permanente 1 da OTAN (SNMG1) que saíram da Holanda entraram no Mar Báltico. A desculpa é que esses navios vão participar de exercícios militares com aliados vizinhos, mas é uma clara ameaça à Rússia, que já vem invadindo a Ucrânia há 56 dias.

Os navios ancoraram no terminal portuário de Tallinn, capital da Estônia, país báltico que faz fronteira com a Rússia. De acordo com o relatório da OTAN, o grupo era composto por cinco navios e é liderado pela fragata da Marinha Real Holandesa “De Zeven Provincien

Além disso, três fragatas que já estavam no porto vieram das águas internacionais do norte da Noruega. Lá estavam eles em um exercício chamado Cold Response, onde se preparam com exercícios para uma invasão. 

Os navios permanecerão ancorados no terminal por pelo menos uma semana enquanto as tripulações completam os exercícios de treinamento na Estônia e, em seguida, serão reforçados por outro grupo de forças navais aliadas na próxima semana.

Por seu lado, o Comandante da Marinha da Estónia, Yuri Saska, disse que na próxima semana está previsto iniciar exercícios conjuntos com os fuzileiros navais da Estónia. Segundo ele, serão realizados os exercícios de instalação e detecção de minas.

Antes da chegada dos novos navios, a Polônia comemorou a decisão da OTAN, e enquanto Putin ataca a Ucrânia, toda a sua fronteira norte com países como Estônia, Letônia, Lituânia, Finlândia e a própria Polônia estão formando uma frente antiguerra.

O governo polonês garantiu que este bloco de países está pronto para lutar caso a Rússia cruze a linha vermelha. Vale lembrar que Putin iniciou o avanço contra a Ucrânia depois que seu governo expressou que queria ingressar na OTAN, então essa escalada de tensões pode ser uma desculpa perfeita para o Kremlin invadir um país como a Finlândia que não faz parte do acordo transatlântico.


Por Alfonso Lorenzo de Olmos, para Jornal Direita/La Derecha Diario.

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